Blogger Widgets Experimentando e conhecendo a leitura - E.E. Prof. João Jorge Marmorato

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Contação de história

E vem o sol
Tinham acabado de se mudar para aquela cidade. Passaram o primeiro dia ajeitando tudo. Mas, no segundo dia, o homem foi trabalhar; a mulher quis conhecer a vizinha. O menino, para não ficar só num espaço que ainda não sentia seu, a acompanhou. 
Entrou na casa atrás da mãe, sem esperança de ser feliz. Estava cheio de sombras, sem os companheiros. Mas logo o verde de seus olhos se refrescou com as coisas novas: a mulher suave, os quadros coloridos, o relógio cuco na parede. E, de repente, o susto de algo a se enovelar em sua perna: o gato. Reagiu, afastando-se. O bichano, contudo, se aproximou de novo, a maciez do pêlo agradando. E a mão desceu numa carícia. 
O menino experimentou de fininho uma alegria, como sopro de vento no rosto. Já se sentia menos solitário. Não vigorava mais nele, unicamente, a satisfação do passado. A nova companhia o avivava. E era apenas o começo. Porque seu olhar apanhou, como fruta na árvore, uma bola no canto da sala. Havia mais surpresas ali. Ouviu um som familiar: os pirilins do videogame. E, em seguida, uma voz que gargalhava. Reconhecia o momento da jogada emocionante. Vinha lá do fundo da casa, o convite. 
O gato continuava afofando-se nas suas pernas. Mas elas queriam o corredor. E, na leveza de um pássaro, o menino se desprendeu da mãe. Ela não percebeu, nem a dona da casa. Só ele sabia que avançava, tanta a sua lentidão: assim é o imperceptível dos milagres. 
Enfiou-se pelo corredor silencioso, farejando a descoberta. Deteve-se um instante. O ruído lúdico novamente o atraiu. A voz o chamava sem saber seu nome. 
Então chegou à porta do quarto e lá estava o outro menino, que logo se virou ao dar pela sua presença. Miraram-se, os olhos secos da diferença. Mas já se molhando por dentro, se amolecendo. O outro não lhe perguntou quem era, nem de onde vinha. Disse apenas: Quer brincar? Queria. O sol renasceu nele. Há tanto tempo precisava desse novo amigo. 

Conto de João Anzanello Carrascoza


Foi contada a história de 1ºano ao 5ºano do ciclo I. 
As professoras da Sala de Leitura tanto no período da manhã, como no da tarde, fizeram a leitura e um pequeno do debate da importância de ter amigos na vida. Os alunos expressaram suas ideias a respeito de quem era o seu melhor amigo.
A importância de como você chega pela primeira vez na escola, de quando você muda de um bairro ou de uma cidade para a outra, essas questões também entraram no debate.




Trevo de quatro folhas

Desenvolvido com os alunos da sala da Vânia e Neube (3º e 4º ano).

Trevo de quatro folhas

Os antigos Magos Druídas que viviam na Inglaterra por volta de 300 a.c.. Acreditavam que quem possuísse um trevo de quatro folhas poderia absorver os poderes da floresta e a sorte dos Deuses e com isso também teriam o dom da prosperidade.
A lenda oferece a crença que pra se ter sorte com o trevo de quatro folhas é preciso ganhá-lo de presente.
Uma curiosidade sobre a lenda é que cada folha teria um significado sendo eles: Esperança, Fé, Amor e Sorte.
O número de folhas quatro, representaria um ciclo completo, assim como, as quatro estações do ano, quatro fases da lua e os quatro elementos da natureza.

* Feita a leitura para a sala, falamos da lenda e com uma amostra do trevo, distribuímos folhas de sulfite a cada aluno para que pudessem desenhar e usamos o espaço do refeitório para colorir com o guache.
Depois cada aluno tinha que destinar seu trevo confeccionado para um amigo ou pessoa especial que desejasse.
Enquanto os alunos confeccionavam os trevos, a professora os esperava para colocá-los em um mural em exposição.

Desenvolvido pelas professoras da Sala de Leitura: Mariza, Maria e Raquel e com a colaboração das professoras Vânia e Neube.




Fábula: A abelha chocolateira (Katia Canton)



Era uma vez uma abelha que não sabia fazer mel.
- Mas você é uma operária! – gritava a rainha – Tem que aprender.
Na colméia havia umas 50 mil abelhas e Anita era a única com esse problema. Ela se esforçava muito, muito mesmo. Mas nada de mel…
Todos os dias, bem cedinho, saía atrás das flores de laranjeira, que ficavam nas árvores espalhadas pelo pomar. Com sua língua comprida, ela lambia as flores e levava seu néctar na boca. O corpinho miúdo ficava cheio de pólen, que ela carregava e largava, de flor em flor, de árvore em árvore.
Anita fazia tudo direitinho. Chegava à colméia carregada de néctar para produzir o mais gostoso e esperado mel e nada! Mas um dia ela chegou em casa e de sua língua saiu algo muito escuro.
- Que mel mais espesso e marrom… – gritaram suas colegas operárias.
- Iac, que nojo! – esbravejaram os zangões.
Todo mundo sabe que os zangões se zangam à toa, mas aquela história estava ficando feia demais. Em vez de mel, Anita estava produzindo algo doce, mas muito estranho.
- Ela deve ser expulsa da colméia! – gritavam os zangões.
- É horrorosa, um desgosto para a raça! – diziam outros ainda.
Todas as abelhas começaram a zumbir e a zombar da pobre Anita. A única que ficou ao lado dela foi Beatriz, uma abelha mais velha e sábia.
Um belo dia, um menino viu aquele mel escuro e grosso sobre as plantas próximas da colméia, que Anita tinha rejeitado de vergonha. Passou o dedo, experimentou e, surpreso, disse:
- Que delícia. Esse é o mais saboroso chocolate que eu já provei na vida!
- Chocolate? Alguém disse chocolate? – indagou a rainha, que sabia que o chocolate vinha de uma fruta, o cacau, e não de uma abelha.
Era mesmo um tipo de chocolate diferente, original, animal, feito pela abelha Anita, ora essa, por que não…
Nesse momento, Anita, que ouvia tudo, esboçou um tímido sorriso. Beatriz, que também estava ali, deu-lhe uma piscadela, indicando que tinha tido uma idéia brilhante.
No dia seguinte, lá se foram Anita e Beatriz iniciar uma parceria incrível: fundaram uma fábrica de pão de mel, juntando o talento das duas para produzir uma deliciosa combinação de mel com chocolate.
Moral da história: as diferenças e riquezas pessoais, que existem em cada um de nós, são singulares e devem ser respeitadas.

* Foi feita a leitura e interpretação na sala de aula com os alunos do 4º ano.
- A importância de respeitar as diferenças.
- O que a autora quis dizer com a frase:"Anita fazia tudo direitinho".
- Como as outra abelhas operárias reagiram ao comportamento de Anita?
- No final da fábula , Anita esboçou um tímido sorriso por algum sentimento? Conte em detalhes como foi. 
- Produziram uma narrativa em que apareçam personagem com as mesmas características.
O objetivo é incentivá-las a trabalhar com as diferenças e as riquezas que existem em cada pessoa, a base da moral da fábula de Katia Canton.


Depois de todo esse trabalho, as alunas do 4ºano fizeram uma apresentação (desfile literário) em todas as salas do ciclo I, ciclo II, Fundamental e Médio, lendo a fábula em sala de aula e apresentando os personagens que estavam caracterizados.
Foi trabalho com eles o tema respeito, pois Anita (personagem principal ou protagonista que ao invés de mel, ela fabricava chocolate, assim dentro da fábula ela foi julgada e zombada pelos seus amigos). Após a apresentação (leitura e desfile literário) foram distribuídos de sala em sala diversificadas mensagens a respeito do tema preconceito que foram retirados de vários autores. Finalizamos na sala em que apresentávamos que os alunos fizessem a leitura das mensagens para seus colegas.
Foi feito com a ajuda da professora Verônica, de Língua Portuguesa uma pesquisa da importância das abelhas.
Esse projeto termina com a confecção de um bolo de pão de mel.


Frases que foram distribuídas e lidas pelos alunos:
"O preconceito é o filho da ignorância." (Willian Hazlitt)
" O preconceito do passado, é a ignorância do futuro." (Yasser Oliveira)
"O preconceito é o analfabetismo da alma." (Vinícius Kairalla)
"O preconceito está na maldade dos olhos de quem vê, e na ignorância de quem acha que sempre  está com a razão." (Leo Cruz)
" Enquanto a cor de pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra." (Bob Marley)
"Amizade e cooperação."(Retirado da fábula de Katia Canton)
" A importância de respeitar as diferenças." (Retirado da fábula de Katia Canton)
"Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra o preconceito é válida." (Paulo Autran)
"Somos todos iguais, o que nos diferencia de nós mesmo, é o nosso preconceito..." (Everton Carlos)
"Nunca é muito tarde para abandonarmos nossos preconceitos." (Henry David Thoreau)
"O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível." (Mayna Angelou)






Projeto desenvolvido e trabalho pelas professoras da Sala de Leitura: Mariza, Raquel e Maria.

Romeu e Julieta - Livro de Ruth Rocha

Turma da Leitura
Esse grupo foi criado, pela necessidade de uma turma de alunos, que permaneciam após o término das aulas esperando o ônibus rural e também seus pais e irmãos que ainda estão em horário de aula.
A Sala de Leitura foi um recurso usado para apoiar a necessidade que esses alunos precisavam pois permaneciam no patio sem atividades pedagógicas. Desta maneira nós proporcionamos atividades diversificadas [leituras de diversos gêneros literários (contos, fábulas, lendas, crônicas e etc.), jogos, dramatização, gincanas, pinturas, murais e etc].

Atividade
- Livro Romeu e Julieta
Fotos:

- Apresentação do livro
- Contação de história
- Confecção dos personagens
- Caça ao personagem (caça ao tesouro)
- Leitura compartilhada
- Dramatização
- Contação da história pelos alunos (com suporte do avental)
- Jogos "Pega-Pega" Romeu e Julieta
- Reescrita
- Registro da atividade no mural
- Receitas











terça-feira, 24 de abril de 2012

Projeto Cartas


Usando a caderno do aluno nº 1 no primeiro ano do ensino médio, vendo características de texto expositivos e informativos chegamos a conclusão da importância do poder das palavras (como você pode estar bem informado a respeito de tudo e saber usar as ideias de forma coerente para poder reescrever). Surgiu então na caderno do aluno a sugestão de assistir o filme A casa do lago “Alejandro Agresti” inserida na história de amor entre Kate e Alex que se correspondem por cartas, tive a ideia de usá-lo pois a sala tinha um rendimento insatisfatório em escrita, pois já a conhecia desde o ano passado, a partir disso iniciamos a correspondência com o primeiro ano do ensino médio da escola Jesuíno de Arruda. 

Projeto desenvolvido pela Professora Mariza de Língua Portuguesa com a ajuda da coordenadora do ensino médio Patrícia.




Venha ver o por do sol - Lygia Fagundes Telles


- Levantamento prévio sobre a  autora.
- Separação da sala em três grupos.
- Cada grupo tinha a finalidade de optar por escrever um e-mail, uma carta, um convite. Convidando o seu ex namorado ao encontro a ver o por do sol.
- Depois da correção,  entreguei uma cópia do conto para cada grupo e fizemos a leitura. Conheceram o verdadeiro desfecho do conto; E assim surgiu a ideia de transformar o conto em uma peça teatral a ser apresentada para
outras salas.
Professora Mariza de Língua Portuguesa




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Projeto "Contos de terror"

   Durante o 1º semestre de 2011, a professora Joice Keli Francisco Nicolau da disciplina de Língua Portuguesa, desenvolveu o projeto de Recuperação Paralela com 1º série B do Ensino Médio do Noturno, hoje os nossos alunos da 2º série B, proposto pela Secretária da Educação, com a temática: Contos de Terror.
  Para dar continuidade ao projeto no 2º semestre, a professora elaborou o Projeto Poemas Aterrorizantes em sala de aula, o tema foi escolhido devido aguçar grande interesse por parte dos alunos, tendo como produto final uma coletânea de poemas agrupados em um livro e para finalizar a vista ao museu da Língua Portuguesa.


O livro contém 25 poemas escritos pelos alunos.