Blogger Widgets Experimentando e conhecendo a leitura - E.E. Prof. João Jorge Marmorato: Fábula: A abelha chocolateira (Katia Canton)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Fábula: A abelha chocolateira (Katia Canton)



Era uma vez uma abelha que não sabia fazer mel.
- Mas você é uma operária! – gritava a rainha – Tem que aprender.
Na colméia havia umas 50 mil abelhas e Anita era a única com esse problema. Ela se esforçava muito, muito mesmo. Mas nada de mel…
Todos os dias, bem cedinho, saía atrás das flores de laranjeira, que ficavam nas árvores espalhadas pelo pomar. Com sua língua comprida, ela lambia as flores e levava seu néctar na boca. O corpinho miúdo ficava cheio de pólen, que ela carregava e largava, de flor em flor, de árvore em árvore.
Anita fazia tudo direitinho. Chegava à colméia carregada de néctar para produzir o mais gostoso e esperado mel e nada! Mas um dia ela chegou em casa e de sua língua saiu algo muito escuro.
- Que mel mais espesso e marrom… – gritaram suas colegas operárias.
- Iac, que nojo! – esbravejaram os zangões.
Todo mundo sabe que os zangões se zangam à toa, mas aquela história estava ficando feia demais. Em vez de mel, Anita estava produzindo algo doce, mas muito estranho.
- Ela deve ser expulsa da colméia! – gritavam os zangões.
- É horrorosa, um desgosto para a raça! – diziam outros ainda.
Todas as abelhas começaram a zumbir e a zombar da pobre Anita. A única que ficou ao lado dela foi Beatriz, uma abelha mais velha e sábia.
Um belo dia, um menino viu aquele mel escuro e grosso sobre as plantas próximas da colméia, que Anita tinha rejeitado de vergonha. Passou o dedo, experimentou e, surpreso, disse:
- Que delícia. Esse é o mais saboroso chocolate que eu já provei na vida!
- Chocolate? Alguém disse chocolate? – indagou a rainha, que sabia que o chocolate vinha de uma fruta, o cacau, e não de uma abelha.
Era mesmo um tipo de chocolate diferente, original, animal, feito pela abelha Anita, ora essa, por que não…
Nesse momento, Anita, que ouvia tudo, esboçou um tímido sorriso. Beatriz, que também estava ali, deu-lhe uma piscadela, indicando que tinha tido uma idéia brilhante.
No dia seguinte, lá se foram Anita e Beatriz iniciar uma parceria incrível: fundaram uma fábrica de pão de mel, juntando o talento das duas para produzir uma deliciosa combinação de mel com chocolate.
Moral da história: as diferenças e riquezas pessoais, que existem em cada um de nós, são singulares e devem ser respeitadas.

* Foi feita a leitura e interpretação na sala de aula com os alunos do 4º ano.
- A importância de respeitar as diferenças.
- O que a autora quis dizer com a frase:"Anita fazia tudo direitinho".
- Como as outra abelhas operárias reagiram ao comportamento de Anita?
- No final da fábula , Anita esboçou um tímido sorriso por algum sentimento? Conte em detalhes como foi. 
- Produziram uma narrativa em que apareçam personagem com as mesmas características.
O objetivo é incentivá-las a trabalhar com as diferenças e as riquezas que existem em cada pessoa, a base da moral da fábula de Katia Canton.


Depois de todo esse trabalho, as alunas do 4ºano fizeram uma apresentação (desfile literário) em todas as salas do ciclo I, ciclo II, Fundamental e Médio, lendo a fábula em sala de aula e apresentando os personagens que estavam caracterizados.
Foi trabalho com eles o tema respeito, pois Anita (personagem principal ou protagonista que ao invés de mel, ela fabricava chocolate, assim dentro da fábula ela foi julgada e zombada pelos seus amigos). Após a apresentação (leitura e desfile literário) foram distribuídos de sala em sala diversificadas mensagens a respeito do tema preconceito que foram retirados de vários autores. Finalizamos na sala em que apresentávamos que os alunos fizessem a leitura das mensagens para seus colegas.
Foi feito com a ajuda da professora Verônica, de Língua Portuguesa uma pesquisa da importância das abelhas.
Esse projeto termina com a confecção de um bolo de pão de mel.


Frases que foram distribuídas e lidas pelos alunos:
"O preconceito é o filho da ignorância." (Willian Hazlitt)
" O preconceito do passado, é a ignorância do futuro." (Yasser Oliveira)
"O preconceito é o analfabetismo da alma." (Vinícius Kairalla)
"O preconceito está na maldade dos olhos de quem vê, e na ignorância de quem acha que sempre  está com a razão." (Leo Cruz)
" Enquanto a cor de pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra." (Bob Marley)
"Amizade e cooperação."(Retirado da fábula de Katia Canton)
" A importância de respeitar as diferenças." (Retirado da fábula de Katia Canton)
"Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra o preconceito é válida." (Paulo Autran)
"Somos todos iguais, o que nos diferencia de nós mesmo, é o nosso preconceito..." (Everton Carlos)
"Nunca é muito tarde para abandonarmos nossos preconceitos." (Henry David Thoreau)
"O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível." (Mayna Angelou)






Projeto desenvolvido e trabalho pelas professoras da Sala de Leitura: Mariza, Raquel e Maria.

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